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Sociedade de Pediatria denuncia “abusos” contra crianças nestas eleições
Brasil
31/10/2018 17h54Atualizado há 6 meses
Por: Admin
Fonte: Jarbas Aragão
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A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) está denunciando a exploração de crianças em vídeos que circularam nas redes sociais e grupos de WhatsApp durante a campanha eleitoral. A entidade levou nesta terça-feira (30) uma denúncia à Polícia Federal, ao Ministério Público Federal e ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

À PF, a SBP pede que seja aberta investigação visando identificar e punir os responsáveis pela produção e distribuição massiva dos vídeos. Os pediatras querem que o Ministério Público encaminhe a causa ao Poder Judiciário. Para o TSE, requer que sejam criadas regras explícitas que impeçam nas próximas eleições ocorrências como essas.

A Sociedade destaca que a exposição de pessoas de 0 a 19 anos nos vídeos fere o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Considera a ação análoga aos casos de exploração sexual ou de trabalho e afirma que os pais ou responsáveis pelas crianças devem ser responsabilizados.

Contra Bolsonaro

Um dos vídeos que gerou a ação da SBP é o que apresenta crianças repetindo, a mando de adultos, “declarações e textos incompatíveis com suas idades e graus de desenvolvimento intelectual e cognitivo”.

Os pediatras citam ainda o exemplo da propaganda política em que crianças aparecem segurando armas. O material em questão tem ligação com a campanha de Fernando Haddad (PT). O primeiro deles, uma produção apócrifa, tinha claramente o objetivo de atacar a imagem de seu principal concorrente, Jair Bolsonaro (PSL). O outro foi produzido pelo seu partido e exibido em rede nacional de televisão.

 

“Ao usar meninos e meninas em propagandas com o objetivo de influenciar o voto dos eleitores, os autores dos vídeos ferem os direitos de imagem dessas crianças, o que configura abuso que deve ser punido com base na legislação em vigor”, destaca a SBP na nota.

A Sociedade criticou a forma como se deu a campanha eleitoral, em que nem as crianças foram poupadas de situações ilegais e recomendou que os políticos agissem em conformidade com a legislação vigente e a ética.

 

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