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31/10/2018 ás 18h04 - atualizada em 31/10/2018 ás 19h04

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Polícia Civil descobre paternidade de bebê morto no caso Tainá Carina
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Polícia Civil descobre paternidade de bebê morto no caso Tainá Carina

A Polícia Civil de Ariquemes (RO) divulgou nesta quarta-feira (31) que descobriu, através do exame de DNA, a paternidade do bebê da jovem Tainá Carina de Lima Mendonça, no Vale do Jamari.





Tainá estava grávida de oito meses e desapareceu no final de outubro de 2017, em Monte Negro (RO), cidade em que morava com a mãe. Após diversas um longo período de buscas na região, as ossadas dela e da criança foram encontradas em uma serra, a 14 quilômetros do município, em julho deste ano.




Para a Polícia Civil, a autoria do crime está amplamente relacionada a paternidade da criança, a qual nasceria no dia 14 de novembro de 2017. Após ser encontrado, a perícia coletou os materiais biológicos da ossada do bebê, para serem confrontados com os dos possíveis pais.




Mas devido à complexidade do caso, a Polícia ainda não pôde revelar a identidade do pai da criança para não atrapalhar no andamento do inquérito, que deve ser concluído em alguns dias, e assim, ser revelado o pai da criança e autor do crime.






 

Tainá Carina estava no oitavo mês de gestação do segundo filho, quando desapareceu  — Foto: Facebook/Reprodução

Tainá Carina estava no oitavo mês de gestação do segundo filho, quando desapareceu — Foto: Facebook/Reprodução





De acordo com o delegado regional, Rodrigo Duarte, o inquérito sobre o caso é tratado como tal desde o início, em função do desaparecimento e das diversas hipóteses para as linhas de investigações.







“A demora na conclusão se justifica pelas provas técnicas e periciais produzidas. Esses exames periciais levam tempo até o resultado e ainda há todo o número de hipóteses, onde todas foram esgotadas, nós não podemos antecipar rigorosamente nada, então a cautela foi adotada desde o início do caso”, explicou Duarte.




Mesmo recebendo cobranças da família de Tainá para a conclusão do inquérito, o delegado ressaltou que em nenhum momento, as investigações foram paralisadas, e sim de que foi adotada toda cautela para chegar de fato até a pessoa que cometeu ou planejou o crime.




“É um crime bárbaro, era uma criança que era pra estar completando um ano de vida agora e ela nem chegou nem a nascer”, exclama o delegado.




Por se tratar de um crime que gerou grande repercussão, a Polícia Civil tem o objetivo de concluir o inquérito com segurança para apresentá-lo ao Ministério Público de Rondônia (MP-RO). Duarte diz que toda a investigação foi conduzida com muito cuidado e responsabilidade para indiciar a pessoa certa na única chance possível.






 

Delegado acredita que inquérito sobre o caso deve ser concluído nos próximos dias — Foto: Rede Amazônica/Reprodução

Delegado acredita que inquérito sobre o caso deve ser concluído nos próximos dias — Foto: Rede Amazônica/Reprodução





“A partir do momento que se faz o indiciamento do suspeito, o MP tem uma chance de comprovar se aquela pessoa é ou não culpada. Portanto, nós não podemos deixar nenhum tipo de brecha, para que lá na frente, não exista nenhum questionamento para colocar o MP em uma posição difícil perante a Justiça”, concluiu Rodrigo Duarte.




Conforme a Polícia Civil, diversas diligências estão sendo e serão feitas entre esta semana e a próxima a respeito da paternidade do bebê e o caso deve ser concluído em breve.




Entenda o caso




Tainá Carina desapareceu no dia 27 de outubro de 2017, depois de dizer aos familiares que iria até a residência do ex-marido, para exigir que ele pagasse a pensão da filha de cinco anos que eles tiveram e para que ele assumisse a paternidade do filho que ela esperava.




O ex-marido de Tainá chegou a ser preso no dia 28 de outubro, como principal suspeito no desaparecimento da jovem, mas ele conseguiu comprovar na delegacia que estava em uma autoescola do município e foi solto.




No dia 7 de novembro de 2017, familiares e amigos de Tainá fizeram um protesto na BR-421 e a rodovia que liga Ariquemes a Monte Negro ficou bloqueada por algumas horas.






 

Casa que teria servido de cativeiro da jovem grávida — Foto: Assessoria/PM

Casa que teria servido de cativeiro da jovem grávida — Foto: Assessoria/PM





No dia 8 de novembro de 2017, a PM encontrou uma casa localizada na zona rural de Monte Negro que poderia ter servido de cativeiro para a jovem. A mãe da jovem chegou a reconhecer algumas roupas íntimas e um batom da filha no suposto cativeiro, mas a polícia confirmou que os itens não eram de Tainá.




Em janeiro deste ano, o cunhado de Tainá Carina foi preso por usar o número de celular da jovem. Para a polícia, ele não era suspeito do desaparecimento, mas teve que esclarecer porque estava usando o número da Tainá em um aplicativo de mensagens.




Cinco dias depois ele foi solto, após a mãe e a irmã de Tainá confessarem que colocaram o chip no celular do cunhado da grávida sem o conhecimento dele.




Em fevereiro, um machado foi encontrado em um terreno baldio de Monte Negro, com a suspeita de ter sido usado na morte da jovem. Mas a relação do objeto com o caso foi descartado pela Polícia.






 

Polícia Civil de RO encontrou em junho deste ano uma ossada humana Buritis, mas não era Tainá — Foto: Edson Nascimento/TBN notícias

Polícia Civil de RO encontrou em junho deste ano uma ossada humana Buritis, mas não era Tainá — Foto: Edson Nascimento/TBN notícias





Em junho, a Polícia Civil encontrou uma ossada humana em uma área de mata a cerca de 16 quilômetros de Buritis (RO) após receber uma informação. Roupas femininas foram encontradas no local onde a ossada estava, mas os familiares da jovem não reconheram as roupas.




No mês seguinte, duas ossadas foram encontradas na Serra do Sapateiro, em Monte Negro e os materiais foram recolhidos para a perícia.




Em agosto, a Polícia Civil confirmou que os restos mortais eram de Tainá Carina e do filho que ela esperava e ainda revelou que Tainá foi morta de forma cruel e violenta após sofrer uma emboscada. Eles foram sepultados no dia 3 de agosto deste ano, em Monte Negro.



FONTE: Jaru Online

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