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08/10/2018 ás 15h32 - atualizada em 08/10/2018 ás 16h32

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Apoio de evangélicos foi fundamental para votação de Bolsonaro
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Apoio de evangélicos foi fundamental para votação de Bolsonaro

Segundo a última pesquisa do Datafolha antes da eleição, o apoio a Jair Bolsonaro (PSL) entre os evangélicos era cerca de 3 vezes maior que o de Fernando Haddad. O PT, divulgou parte da imprensa, chegou a “culpar” a subida do capitão nos últimos dias ao apoio maciço que recebeu de pastores e líderes denominacionais influentes.


Em uma de suas últimas transmissões pelas redes sociais, que tiveram milhões de visualizações e ditaram o ritmo de sua campanha, Bolsonaro apareceu ao lado de Silas Malafaia e Cláudio Duarte, dois pastores conhecidos. O apoio de Edir Macedo e R R Soares também parece ter dado uma aceitação maior no meio neopentecostal, mas influenciável pela direção de seus líderes.


Embora o Brasil ainda seja o país com mais católico do mundo, também reúne a maior população pentecostal do planeta, tendo ultrapassado a dos Estados Unidos, lembra Andrew Chesnut, diretor de Estudos Católicos da Universidade Commonwealth de Virginia (EUA).


As bandeiras defendidas por Bolsonaro ainda durante seus anos como deputado federal já demonstravam uma grande afinidade com o segmento religioso como um todo. A “onda conservadora” que foi se fortalecendo no país na esteira do impeachment de Dilma Rousseff dava sinais de uma crescente oposição ao petismo e a sua doutrinação ideológica.


“Bolsonaro é o [presidenciável] que melhor defende nossas bandeiras. É contra o aborto, a ‘ideologia de gênero’, defende a família tradicional e os bons costumes”, resume Josimar da Silva, presidente do Conselho de Pastores Evangélicos do Distrito Federal.


Conservador não religioso


O quadro no Brasil não é único. Em 2017, um estudo sobre religião na América Latina, realizado pela consultoria Latinobarómetro indica que os chamados “temas dos evangélicos” estão cada vez mais presentes no debate público do continente.


“As recentes eleições no Chile, Costa Rica, México, Colômbia, Guatemala e domingo no Brasil revelam uma crescente polarização do eleitorado e uma virada política para a direita”, estima Chesnut.


Ao mesmo tempo, Gaspard Estrada, especialista em América Latina do Instituto de Estudos Políticos (Sciences Po) em Paris, diz que isso é consequência da atuação das lideranças. “Pastores evangélicos intervêm muito mais na vida cotidiana de seus fiéis e não têm problema em pedir para votarem em alguém”, lembra.


Contudo, a absorção de propostas caras aos cristãos praticantes no Brasil foi realizada por conservadores que não são, necessariamente, religiosos. O final da apuração deste domingo indica um crescimento exponencial no número de deputados federais com títulos policiais ou militares, enquanto caiu o dos que usavam títulos religiosos.


Na prática, a chamada “bancada da bala” está se sobrepondo à bancada evangélica, que não reelegeu metade de seus membros atuais. O recado do eleitorado parece ser que eles estão mais abertos a votar em quem não se declara evangélico, como é o caso de Bolsonaro, mas consegue contemplar as aspirações dessa parcela da população.

FONTE: Jarbas Aragão

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