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Decretada a prisão de jovem de 22 anos envolvido no assassinato do pecuarista Marcelo Goiano, em Ouro Preto
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Admin Rondônnia - RO
Postada em 03/05/2018 ás 21h30 - atualizada em 03/05/2018 ás 22h30
Decretada a prisão de jovem de 22 anos envolvido no assassinato do pecuarista Marcelo Goiano, em Ouro Preto

O juiz Rogério Montai de Lima, titular da Vara Criminal da Comarca de Ouro Preto do Oeste, decretou na manhã desta quinta-feira (3) a prisão de Rafael Rosse da Silva, de 22 anos, pelo envolvimento dele no crime de pistolagem que resultou na morte do pecuarista Jaci Neto Leão, mais conhecido por “Marcelo Goiano”, 54 anos, assassinado com quatro tiros no dia 28 de fevereiro, no centro da cidade. 


O pedido de prisão de Rafael foi solicitado pelo delegado Niki Alves Locatelli, e a Polícia Civil também apreendeu a motoneta Honda Pop vermelha (placa – NEE-5985)
que foi utilizada pelo acusado enquanto o outro indivíduo que participou da execução, cujo nome a polícia mantém em sigilo, estava numa Honda Titan de cor preta. 


Rafael Rosse, que reside na Linha 04 da RO/473 (Liniha 31), compareceu na segunda-feira (30) à Delegacia de Polícia acompanhado do advogado Odair José da Silva e, em interrogatório espontâneo ao delegado Niki Locatelli e a uma escrivã policial, narrou detalhes de como foi procurado e contratado, mas sustentou que ele apenas pilotou a motocicleta, e que o pistoleiro que estava na garupa foi quem executou Goiano. 


Rafael confessou participação no crime de pistolagem e detalhou que a procura pela vítima durou dois dias. Ele disse que o primeiro encontro com seu comparsa foi no dia
27, uma terça-feira, na rua Princesa Isabel, atrás da Feira do Produtor. “Bora atrás do cara”, teria dito o matador.


Segundo o depoente, ambos, cada um em uma moto, circularam o dia inteiro pela cidade, provavelmente Marcelo Goiano não veio à cidade, e a execução não foi consumada. Ainda segundo Rafael, no dia seguinte eles se encontraram no mesmo lugar e foram procurar pela vítima, avistando-a circulando próximo à revenda de
peças da Pemaza.


Rafael disse que eles se dirigiram até a Lanchonete Ranchão, ele deixou a motoneta Honda Pop no estacionamento, assumiu o guidão a moto preta com o comparsa indo
para a garupa, e seguiram para executar o pecuarista.


Após o crime, ambos fugiram sentido a Linha 200, viraram à esquerda pelo Bairro Alvorada, voltaram para a BR-364 indo até o trevo de saída para Jaru, converteram
sentido a avenida Jorge Teixeira indo até a rotatória da Cohab, no Jardim Novo Horizonte. 


Rafael Rosse disse no depoimento que na rotatória da Cohab desceu da moto, o pistoleiro assumiu o guidão e sem falar nada evadiu-se. O jovem armou que seguiu a
pé para a casa onde estava sua namorada, duas horas depois, arma que foi a pé até o posto da BR buscar a motoneta, e novamente retornou para a residência da namorada.
Dois dias depois do crime, o jovem arma ter recebido a quantia de R$ 5.000,00 que ele havia combinado de um homem que teria sido assassinado no começo do mês de
abril. 


O jovem contou durante o interrogatório que não teve interesse em saber quem seria morto, tampouco quem era o executor e o mandante, e que só tomou conhecimento
de quem foi vítima era por meio de uma reportagem. Rafael afirmou ainda que, só queria receber o dinheiro e ficar tranquilo, aceitou fazer esse “serviço” por burrice e está arrependido, e disposto a colaborar com a Justiça. 


O delegado Niki Alves Locatelli disse a reportagem do site Correio Central que após o depoimento de Rafael a investigação agora tem uma linha de raciocínio a seguir, mas
que além do depoimento do acusado a polícia judiciária também tem um volume de informações que serão confrontadas com as declarações do jovem.


Quanto ao Mandado de Prisão, o delegado disse que aguarda que Rafael Rosse se apresente ainda hoje, por que caso isso não ocorra ele se torna um foragido da Justiça. Doutor Niki não quis comentar sobre os demais nomes de pessoas supostamente envolvidas no assassinato de Jaci Neto leão, citadas por Rafael. 


O advogado Odair José, constituído pelo suspeito, afirmou que também aguarda que seu cliente se apresente espontaneamente, já que ele confessou participação no crime e deseja pagar pela besteira que fez. “Nossa função como advogado é aconselhar para que se apresente a Justiça, mas essa decisão é dele”, comentou.  


O pecuarista executado a tiros no começo da tarde do dia 28 de fevereiro enquanto consertava um caminhão na área onde estão situadas revendas de peças, oficinas e borracharias, residia na Linha 202, limite do município de Vale do Paraíso e era membro de uma família pioneira na região de Ouro Preto. 


A equipe do Serviço de Investigação (Sevic) da Polícia Civil continua trabalhando no caso, e com base no depoimento do jovem que confessou participação no crime, outras pessoas poderão ter prisões decretadas. 


O jovem prestou depoimento por volta das 18 horas de segunda-feira, véspera do feriado. O delegado Niki Locatelli requereu a prisão dele na tarde de ontem, e em
menos de 24 horas o juiz expediu o Mandado.



 

FONTE: Correiocentral
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